quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017


O Instituto de Arte Vitória Barros
Apresenta,





ESTEJA CONOSCO EM 2017!

Somos um projeto colaborativo que surgiu do diálogo entre Universidade (antiga UFPA/Marabá) e Galeria de Arte Vitória Barros com o objetivo de ser um canal pelo qual Marabá possa se ver a partir das lentes do cotidiano fotografado por profissionais e amadores. A ideia de territorialidade tem sido a alma do Ver-a-cidade Marabá, igualmente a um registro jornalístico há uma crônica da cidade no acervo que foi e está sendo construído ano a ano por inúmeras inscrições, e que em breve estará disponível para consulta pública. Como instrumento de denúncia ou como meio de experimentação gráfica, a fotografia mostra seu valor prático enquanto linguagem, e graças aos mais diferentes níveis de tecnologia disponíveis para reprodução e compartilhamento de imagens podemos experimentar muito mais as potências criativas desta linguagem tão popular.
A cada edição do VER-A-CIDADE há um tema a ser abordado pela programação do evento e que orienta a seleção dos projetos fotográficos inscritos na mostra. Com a escolha de um título síntese para o tema abordado, buscamos estimular os participantes a criar conexões simbólicas entre o objeto e o olhar fotográfico, assim como: Quais paisagens Olhos e Raízes irá evocar? Com um estilo de vida cada vez mais urbanizado, como a natureza se apresenta na nossa vida? O que a cidade tem a mostrar e o que nós temos a ver?
A exposição é a principal ação do evento, nela se apresenta a seleção de fotos inscritas na mostra mais os projetos convidados pela curadoria. Este ano, como um tema que aborda natureza e meio ambiente convidamos o fotógrafo Glauco Brito, que mostrará uma série produzida ao longo de 2016 sobre a poluição nos rios de Marabá, além do projeto Ciranda Verde, discutindo e apresentando ideias de sustentabilidade urbana junto às ações educativas nas mediações culturais da mostra. Serão 3 meses de programação, de abril a julho, haverá também curso de fotografia e atividades de debates, criação e experimentação artística.

É bem fácil de se inscrever, siga as instruções!
* Baixe os arquivos em anexo e leia o regulamento
* Preencha a ficha de inscrição corretamente
* Num envelope coloque as fotos identificadas e, caso seja necessário, as respectivas autorizações de uso de imagem.
* A inscrição somente é validade com a entrega das fotos na Galeria, em versão impressa e digital, junto da ficha de inscrição devidamente preenchida.

Cada projeto deve ter o máximo de três fotografias, tamanho e impressão são de responsabilidade do fotógrafo.  Serão aceitos os trabalho que mais sustentam a ideia sugerida pela curadoria. Inscrições sem autorização por escrito de pessoa fotografada, serão eliminados imediatamente. O envio de fotografias, digitais e impressas, inscritas no VER-ACIDADE serão automaticamente incorporadas ao nosso banco de imagens, podendo ser utilizadas a qualquer tempo nas ações de comunicação realizadas pelo IAVB, sendo as mesmas identificadas em qualquer ocorrência com nome do autor e edição do evento participado, sem a necessidade de aviso prévio.

* consulte na integra o EDITAL VER-A-CIDADE no link
Edital
FICHADEINSCRIÇÃO
AUTORIZAÇÃO








DESENVOLVIMENTO, MEIO AMBIENTE E FOTOGRAFIA

*Por Glauco Brito


O desafio de ver a cidade de Marabá com olhar crítico, expressando as problemáticas urbana e ambientais a partir de parâmetros da constituição evolutiva e da sua formação econômica, possivelmente se acentua por ser uma cidade, que desde sua constituição, tem sua paisagem urbanística passado por transformações intensas e contínuas. Assim, “retratar” de forma clara o processo de apropriação social do espaço constitui-se um grande e estimulante desafio. 
As ações de desenvolvimento econômico levantam preocupações com o urbano e com o meio ambiente, principalmente por envolver a sociedade como principal interventora nos recursos naturais, ocasionando com isso processos metabólicos em nome do progresso e do bem-estar da população.
No ano de 2001, foi aprovada e sancionada a Lei Federal nº 10.257 denominada de Estatuto da cidade, que definiu diretrizes gerais para o desenvolvimento urbano dos municípios no Brasil. No caso especifico da cidade de Marabá poderíamos fazer o seguinte questionamento: Qual a relação existente entre o Estatuto da Cidade com as questões ambientais em consequência ao desenvolvimento econômico no município de Marabá?
  A história da constituição e desenvolvimento das cidades sempre foi expressa do ponto de vista do poder econômico, onde, conforme PRIETO (2006, p.01): “Como se sabe, as cidades brasileiras foram vítimas do processo desordenado de urbanização que marcou a metade do século passado e essas intensas transformações no meio urbano também impactaram sobre o meio ambiente”. Essa afirmação retrata bem a realidade da Mesorregião Sudeste do Pará, principalmente da cidade de Marabá, considerada como polo comercial e político da região, condições que lhe tem proporcionado impactos sociais/ambientais imensos.
As cidades sempre foram vitimadas pelo desordenamento urbanísticos, em consequência de uma lógica desenvolvimentista economicista, na qual as consequências são visíveis e as transformações degradantes das cidades são uma realidade. A cidade de Marabá tem marcas históricas que representam essa realidade, transformações ambientais, culturais e sociais são indicadores que representam essa lógica econômica de desenvolvimento com a desconstrução e construção ao longo de sua evolução. Foi assim tanto com as florestas dos castanhais, substituídas por pastagens, quanto atualmente com a implantação de grandes projetos de hidrelétricas e ferrovias para a exploração mineral. 
Esse processo tem permitido realizar registros fotográficos fantásticos, tanto por fotógrafos profissionais como amadores e também por amantes da fotografia. Exemplo desses registros é o trabalho de Sebastião Salgado com seu projeto que tem por tema: “Terra”, onde a região Sudeste do Pará é contemplada com imagens histórica do processo de extração manual do ouro no garimpo de Serra Pelada.
Portanto, o desafio de registrar a realidade de Marabá, do ponto de vista ambiental, nos permite viajarmos numa evolução histórica recente que é possível ver a cidade com suas contradições e realizar análises do ponto de vista conceitual a partir das imagens fotográficas. 



* Glauco Brito é agrônomo e fotógrafo apaixonado. Ao longo do processo de formação e atuação profissional sua prioridade sempre foi norteada pelas preocupações ambientais e sociais, pesquisando campo produtivo na lógica agroecológica e na segurança alimentar com produção de alimentos saudáveis. A fotografia, nesse contexto, tornou-se uma ferramenta fundamental, principalmente nas atividades de extensão e na pesquisa. Foi utilizando as imagens fotográficas como instrumento de trabalho que possibilitou ao longo do tempo ir aperfeiçoando suas técnicas fotográficas. Glauco já participou do VER-A-CIDADE em três edições (2012, 2014 e 2015), e neste ano foi o nosso fotógrafo convidado.  





CRONOGRAMA
Inscrição até - 21 de março
Seleção - 27 de março
Abertura - 24 de abril

PROGRAMAÇÃO
Artistas convidados
Rodas de conversa
Oficinas gratuitas
Mediações culturais
Ações educativa
Exibição de filmes

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL
15ª Semana de Museus
maio, de 15 a 21
Semana do Meio Ambiente
junho, de 01 a 05

CURSO DE FOTOGRAFIA
Aulas aos sábados, 20hrs totais.
Maio/06,13,20 e 27 Junho/03, 10, 17, e 24

EQUIPE GERAL
Ieda Mendes
Natacha Barros
Bino Souza